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sábado, 17 de dezembro de 2016

Inéditos, por Elita Guerreiro


“A BARCA DOS CONDENADOS”

Cada um tem seu inferno
Que não consegue evitar,
O drama não é moderno
Mas difícil de aceitar!
Aos grandes nada lhes falta
Querem sempre mais e mais,
Mas a morte que é madrasta
Torna-nos a todos iguais!


Todos nós somos actores
Nos autos de Gil Vicente,
Grandes, humildes. doutores,
Culpados ou inocentes!
E lá vai pelo mar fora
A barca dos condenados,
Meu Deus que grande demora
Para os que foram julgados!


Uns sorriem outros choram
Revoltam-se os arrogantes,
Há muitos que imploram
Outros que ficam expectantes!
E o “demónio” a tentar
Meter-nos na sua barca,
Sem o “anjo” nos julgar
Cada um por sua falta!


Elita Guerreiro*28/11/2016