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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Frei Agostinho da Cruz




(Frei Agostinho da Cruz e Anjo no Convento Novo da Arrábida, Julho/12; Azulejo na cela de Frei Agostinho, no Convento Velho, Julho/13; fotos L. A.)

 Frei Agostinho da Cruz, cujo nome secular era Agostinho Pimenta, nasceu em Ponte da Barca, Alto Minho, em 1540, e faleceu em Setúbal em 1619. Era irmão mais novo do poeta Diogo Bernardes. Ingressou na ordem dos Capuchinhos aos vinte anos, vivendo no convento da Arrábida como frade ingresso durante mais de quarenta anos. Em 1605 obteve permissão para viver como eremita na serra da Arrábida, numa cela mandada construir pelo Duque de Aveiro. O afastamento do mundo, a solidão, a vida contemplativa e as saudades do céu são temas glosados na sua poesia, poesia esta que se insere no âmbito da corrente maneirista. As suas obras permaneceram praticamente inéditas até ao século XVIII. Em 1728 foi publicado o Espelho dos Penitentes, saindo em 1771 a colectânea Obras. Mendes dos Remédios organizou uma reedição das mesmas em 1918, acrescentando composições inéditas encontradas em códices manuscritos das bibliotecas de Coimbra, Porto e Évora.

ELEGIA II

(Da Arrábida)